Como escolher uma empresa de consultoria Lean em Portugal
“Escolher uma consultora de Lean não devia ser uma questão de nome ou dimensão, mas de adequação ao problema concreto que se quer resolver. ”
Em Portugal há hoje um mercado bastante diverso, com estruturas de várias escalas a trabalhar tanto com PMEs como com grandes empresas, e a diferença real entre elas está muito menos na dimensão do que em quatro coisas: metodologia, proximidade ao terreno, capacidade de sustentar os ganhos no tempo, e evidência concreta de resultados anteriores.
Metodologia clara, não um conjunto de slogans
Vale a pena perguntar, logo na primeira reunião, como é que o diagnóstico é feito, que ferramentas costumam ser usadas e porquê, e como é medido o progresso ao longo do projeto. Uma consultora experiente explica isto com facilidade e adapta a resposta ao setor da empresa. Se a resposta for genérica ou ficar só ao nível de conceitos ("vamos aplicar Lean"), sem detalhe sobre como isso se traduz no dia a dia da fábrica ou da equipa, é sinal de que vale a pena continuar a comparar opções.
Proximidade ao terreno
Um projeto Lean vive de observação direta, no chão de fábrica ou junto das equipas operacionais, não de relatórios feitos à distância. Faz sentido perguntar quem vai estar fisicamente presente no projeto, com que frequência, e se essa mesma pessoa vai acompanhar do início ao fim ou se é substituída a meio por outra equipa. Isto costuma pesar mais no resultado final do que o tamanho da marca da consultora.
Capacidade de sustentar os ganhos
Um erro comum é avaliar um projeto Lean só pelos resultados no momento em que a consultora sai. O que separa um projeto que gera valor real de um que se perde ao fim de alguns meses é se a equipa interna fica capaz de continuar sozinha, e se existem indicadores ou ferramentas (por vezes digitais, como dashboards de gestão) que permitem à gestão ver, meses depois, se os ganhos se mantiveram. Vale a pena perguntar diretamente que mecanismo fica montado para acompanhar isto depois do fim do projeto.
Evidência concreta, não promessas
Casos reais, com números e, sempre que possível, com o nome do cliente, dizem muito mais do que qualquer discurso comercial. Uma consultora séria não tem problema em partilhar exemplos concretos de projetos anteriores, incluindo o que correu bem e o que foi mais difícil.
Onde a IMBS se enquadra
A IMBS trabalha desde 2014 com mais de 90 clientes portugueses de várias dimensões, de PMEs a empresas de maior escala, em mais de 18 setores de atividade, combinando melhoria de processos com competência digital própria em business intelligence, automação e, mais recentemente, inteligência artificial aplicada à gestão. Isso permite-nos, além do diagnóstico e da intervenção no terreno, deixar montados os indicadores que garantem que os ganhos continuam visíveis muito depois do projeto terminar, algo que nem sempre acontece quando a componente de melhoria de processos e a componente digital vêm de equipas ou empresas diferentes. Saiba mais sobre a nossa Consultoria Operacional.
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PERGUNTAS FREQUENTES
FAQs
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Uma consultora pequena consegue trabalhar bem com uma empresa grande, e vice-versa?
Sim. A dimensão da consultora diz pouco sobre a sua capacidade de adaptação. O que importa é a experiência da equipa no tipo de processo em causa e a disponibilidade real para acompanhar o projeto de perto.
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Quanto tempo deve durar a primeira conversa antes de decidir?
O suficiente para a consultora explicar com detalhe como faria o diagnóstico do caso concreto da empresa, não apenas a metodologia em abstrato. Se isso não for possível na primeira ou segunda reunião, vale a pena continuar a procurar.
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Vale a pena pedir referências de clientes anteriores?
Sim, e é recomendável falar diretamente com essas referências sempre que possível, em vez de confiar apenas em testemunhos escritos no site da consultora.
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Uma consultora que também faz BI ou automação é sempre melhor escolha?
Não necessariamente, mas ajuda quando o objetivo é sustentar os ganhos no tempo através de indicadores visíveis à gestão. Se essa não for uma prioridade do projeto, pode não ser um critério decisivo.